Entrelinhas: Individualismo x coletividade em momento de crise

Diante de uma situação de histeria, não incite ainda mais discórdia

Nesses últimos dias, que foram de grande estresse para todo o nosso país, o que mais vi e li foram posições, na verdade, muito individualistas.

A lista é gigantesca, mas, seguem alguns exemplos:

1 – O governo federal não percebeu a insatisfação dos caminhoneiros porque, por exemplo, estava focado na autodefesa contra acusações legítimas;

2 – Os caminhoneiros estenderam a greve ao máximo suportado, inclusive, por eles próprios;

3 – Mesmo com o caos já instalado, muitos ainda apelaram para a violência e para a politicagem;

4 – Outros tantos mais se aproveitaram com a prática de preços abusivos em diversos setores;

5 – Mais tantos queriam a paralisação total (nem escolas pouparam, pedindo a suspensão de aulas – ainda que sem a plena necessidade, por aqui ao menos, com a alegação de que escola é para ensinar e que acolher a família não é atribuição dela –... pasmem!)

6 – Outra grande parcela se desesperou por diferenciados motivos pessoais e enfrentou filas e mais filas para conseguir comprar produtos de última necessidade e, pelos motivos pessoais, aceitou pagar mais caro por eles. Ao conseguir comprar, muitos foram além: fizeram estoques.

O que faltou para todos?

Uma visão coletiva. Ou seja:

1 – Devo governar não para a sustentação do próprio governo, mas para o todo.

2 – Devo defender minha categoria, meu trabalho, mas sem prejudicar o todo.

3 – Devo apoiar reivindicações justas e ser justo.

4 – Não quero pagar mais do que o justo, então, não vou cobrar mais do que o justo.

5 – No momento de dificuldade para todos, sejamos solidários. (Se uma escola não puder acolher a família numa hora de dificuldade, o quê de mais nobre poderá ensinar?)

6 – Diante de uma situação de histeria, tente promover a calma, o censo da coletividade e da solidariedade e, principalmente, não incite ainda mais discórdia.

É isso e é o mínimo.