Sobe para 3 o número de casos de sarampo em Indaiatuba

Toda pessoa de 1 ano a 49 anos de idade deve ter tomado 2 doses da vacina contra a doença

Por Patrícia Lisboa

O número de casos de sarampo, em Indaiatuba, subiu de 2 para 3, de acordo com o Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde, nesta terça-feira (13/8).

Ao todo, são 27 notificações de casos suspeitos, sendo que 23 aguardam exames para confirmação ou não, 3 estão confirmados e 1 foi descartado.

Dos três casos positivos, dois são autóctones (a pessoa contraiu a doença na própria cidade) e um é importado residente (a pessoa mora aqui, mas contraiu o sarampo em outro município).

O Ministério da Saúde, por meio da assessoria de imprensa, afirmou ao Blog da Pimenta que o crescimento dos casos de sarampo no país se deve à falta de imunização e esclareceu que toda pessoa de 1 ano até 49 anos de idade deve ter tomado duas doses da vacina contra a doença. Quem não está em dia com a vacinação, deve procurar o posto de saúde mais próximo da sua residência.

A Secretaria da Saúde de Indaiatuba, inclusive, tem intensificado os alertas sobre a importância da vacinação e diversificado as estratégias para abordar a população. Nas últimas semanas, por exemplo, o Departamento de Vigilância Epidemiológica tem realizado um trabalho de verificação de carteirinha de vacinação das crianças em todas as escolas de Indaiatuba com alunos de até 5 anos. A ideia é manter em dia a vacina Tríplice Viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Quando uma criança está com alguma dose em falta, a vacina é dada no local mesmo. A medida foi traçada após a confirmação dos dois casos de sarampo.

DOZE ZERO

Neste momento, o Ministério da Saúde também alerta pais, mães e responsáveis para que as crianças de seis meses a menores de um ano de idade sejam vacinadas contra a doença. Essa é a chamada “dose zero”. No caso de viagem para cidades em situação de risco, a vacina deve ser aplicada 15 dias antes. “Além de proteger, a medida de segurança pretende interromper a cadeia de transmissão do vírus do sarampo no país”, afirma o Ministério.

A assessoria de imprensa do Ministério explica que a chamada “dose zero” não substitui e não será considerada válida para fins do calendário nacional de vacinação da criança. Assim, além dessa dose, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a vacina tríplice viral (D1) aos 12 meses de idade (1ª dose); e aos 15 meses (2ªdose) para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral + varicela. A vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente do planejamento de viagens para os locais com surto ativo do sarampo ou não.

Toda pessoa, de um ano a 49 anos de idade, deve ter duas doses da vacina contra o sarampo para ficar protegido contra a doença. O ideal é que toda dose seja administrada na idade recomendada: criança - 1ª dose da tríplice viral aos12 meses e 2ª dose aos 15 meses; adolescentes (entre os 10 aos 19 anos) - 2 doses, a depender da situação vacinal anterior; e adulto (20 a 29 anos) - 2 doses se nunca foi vacinado, e de 30 a 49 anos - 1 dose. Entretanto, se perdeu o prazo para alguma dose, é importante que a pessoa volte à unidade de saúde para atualizar as vacinas.

Na rotina do Sistema Único de Saúde (SUS) a tríplice viral está disponível em todos os mais de 37 mil postos de vacinação em todo o Brasil.

Para interromper a cadeia de circulação do vírus do sarampo, o Ministério da Saúde em parceria com os Estados e municípios estão realizando diversas ações, entre elas, o bloqueio vacinal seletivo e ações de rotina de vacinação; e campanhas de vacinação para a população de 15 a 29 anos de idade, esta última, em alguns municípios.

A recomendação do Ministério da Saúde em vacinar as crianças de seis meses a menores de um ano de idade deve ser mantida até 90 dias após o último caso confirmado de sarampo.